Pirataria é crime?

janeiro 25, 2012 Deixe um comentário

A primeira notícia do Rec6 hoje, é um texto denominado “Baixar filmes e músicas pela internet não é crime” publicada pelo Cayo Medeiros, onde este liga a um conteúdo publicado no Consultor Jurídico, por Manoel Almeida, que alega que pirataria não é crime.

O conteúdo é polêmico e não deve ser tratado como definido. Nenhum texto deve ser lido como certeza absoluta (inclusive este) pois nada impede que alguém que se diga ofendido possa entrar com algum tipo de ação ou queixa. E mesmo que não se tenha um final contra o acusado de pirataria, teria-se todo um processo degastante na justiça.

Tenho algumas discordâncias sobre a abordagem da matéria citada. A primeira, é que a cópia ilegal de softwares deve ser tratada pela lei 9609/98 e a quebra de direitos autorais em geral, deve ser avaliada pela lei 9610/98, pois tratam de temas específicos e são mais recentes, por isto, devido a princípios do Direito, estas tem prioridade sobre o Código Penal.

Em relação à cópia ilegal de softwares, a punição está estabelecida pelo Art 12 da lei 9609/98:

Ponto. Quem está vendendo softwares piratas comete crime. E quem compra? Este não será punido pelo Art 184 do Código Penal e nem pelo 12 da lei 9609/98, e sim por outro tipo de crime: Receptação.

Ou seja, se um usuário deveria saber que o Windows 7 mais o MS Office 2007 não custam R$ 20.00, este estará tipificado no crime de receptação.

Em relação a filmes, existe uma brecha jurídica. A lei 9610/98 que trata de Direitos Autorais, não prevê criminalização da venda, mesmo com lucro. A lei penal a ser utilizada seria então o Código Penal e seu famoso artigo 184.

Notar que o caput (topo do artigo) não restringe a pena ao lucro. O uso para fins de lucro aumentam a pena mas não isentam os culpados deste crime. Da mesma forma, quem recebe produto de crime responde por receptação.

E baixar softwares e filmes piratas via rede? Para softwares não haveria crime, contudo, o detentor dos direitos autorais poderia abrir uma ação civil requerendo indenização pelos prejuízos. Já os filmes e músicas, caberia, ao caso, diretamente o crime de “Violação de Direito Autoral”.

É notório que existe uma confusão a respeito do termo “crime”. Crime é uma ação que viola a lei penal (como consequências: prisão, detenção, multa), mas não esgota o direito daqueles que se sentem prejudicado pois existem um vasto leque de possibilidades civis para requerer indenização por atingir um direito alheio.

Por mais que não se tenha um histórico jurídico de ações deste tipo, nada impede que estas sejam realizadas.
Fica a cargo de cada um tomar suas decisões, avaliar os seus riscos e saber das possíveis consequências.

Ou melhor, use Software Livre

Fonte: Navegantes.Blog

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E4RAT – Improving Startup Times by Physical Block Reallocation

outubro 18, 2011 Deixe um comentário

http://sourceforge.net/projects/e4rat/files


Acelerando o boot em Ext4 com o E4RAT

Como reduzir drasticamente o tempo de boot e o carregamento do X?

Para os usuários do sistema de arquivos Ext4 existe o e4rat. Literalmente significa: “Ext4 – Reducing Access Times”, traduzindo: “tempo de acesso reduzido em Ext4“.

O e4rat é um projeto de Andreas Rid e Kiefer Gundolf. É um pacote composto das seguintes ferramentas:

e4rat-collect;
e4rat realloc;
e4rat-preload.

Iniciando o processo:

1. ETAPA
Edite o aquivo /etc/default/grub e adicone na linha GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT=

init=/sbin/e4rat-collect

Não esqueça de atualizar o grub, ok !!!

# update-grub
Isto fará o e4rat coletar uma lista de arquivos no momento do boot.

Reinicialize !!!

Durante uma inicialização bem sucedida e decorrido o tempo atribuído você terá o seguinte arquivo: /var/lib/e4rat/startup.log

2. ETAPA:
e4rat-realloc
Para a mudança do processo de realocação para a inicialização:

$ sudo init 1

Logue como root e execute:

# e4rat-realloc /var/lib/e4rat/startup.log

Pode demorar um pouco dependendo da quantidade de arquivos existentes no arquivo “startup.log”.

3. ETAPA:
Edite novamente o aquivo /etc/default/grub e substitua na linha onde está GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT= “init=/sbin/e4rat-collect quiet splash”
Por GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT= “init=/sbin/e4rat-preload quiet splash”

# update-grub

Reinicie o computador e aproveite seu novo boot.

Confirá o gráfico !!!

Boot Normal

Boot Otimizado com “e4rat

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África do Sul e EUA testam 1ª rede a atingir 500 Gb/s

Numa parceria, a empresa sulafricana Seacom e a americana Infinera realizaram testes com um novo tipo de rede na África do Sul. Utilizando um novo tipo de circuito que integra canais de 100 GB/s, as duas empresas conseguiram atingir uma velocidade de transmissão até então inédita: 500 GB/s.

O site IT News Africa conta que o teste, realizado na última segunda-feira, utilizou cinco canais de 100 GB/s em um único chip, para conseguir a inédita velocidade de 500 GB/s em uma distância de 1.732 km.

Esta velocidade foi conseguida com uma tecnologia conhecida por CIF, ou Circuitos Integrados Fototônicos, desenvolvidos pela Infinera e que são formados por cinco canais coerentes. De acordo com a Seacom, esta foi a primeira vez que sistemas deste tipo conseguiram enviar e receber dados simultaneamente com essa velocidade.

A Infinera espera disponibilizar os CIFs até o ano que vem, o que possibilitará um importante upgrade nas linhas de transmissão da Seacom na África do Sul, já que permite o aumento da velocidade sem que seja necessário trocar as fibras óticas já instaladas. Assim, a capacidade da rede da Seacom já instalada poderá atingir velocidades de transmissão de até 8TB/s em terra e 4,8TB/s nos cabos submersos.

O CEO da Seacom, Brian Herlihy, explica que o evento é um importante marco para mundo e mostra também que “projetos globais como este estão ao alcance da África”. O CEO ainda afirma que o teste é uma prova de que a empresa está engajada em desenvolver uma rede de qualidade e alta velocidade para o continente africano.

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Japão: com 8 petaflops por segundo, K Computer é o supercomputador mais rá pido do mundo

O Japão conseguiu de volta o título de detentor do computador mais rápido do mundo. O K Computer, localizado no “RIKEN Advanced Institute for Computational Science”, em Koba, no Japão, ultrapassa oficialmente o anterior líder com a bandeira de um poder de processamento de mais de 8 petaflops por segundo, ou 8 quadrilhões de cálculos por segundo – três vezes mais que o seu rival mais próximo.

O segundo lugar da lista, e a máquina mais rápida até o K Computer tomar seu lugar, era desde novembro passado o Tianhe-1A, feito pelo National Supercomputing Center em Tianjin, na China; nos últimos testes, a máquina chinesa atingiu 2,6 petaflops por segundo. O K Computer marca a primeira vez que o Japão sobe ao número 1 do pódio dos supercomputadores do Top 500 desde novembro de 2004, quando o Earth Simulator, da NEC, havia caído para a segunda posição.

Em contraste às outras supermáquinas da lista, o K Computer, feito pela Fujitsu, atinge o marco com 68544 (do futuro total de 80 mil) CPUs SPARC64 VIIIfx de 2 GHz e oito núcleos cada, oferecendo um total de 548352 (do total de futuros 640 mil) núcleos de processamento. Além disso, o K Computer é o que mais consome energia, como poderíamos imaginar, da lista dos supercomputadores. Ele “bebe” massivos 9,89 megawatts, mas considerando seu poder de processamento brutal, ele ainda consegue o quarto lugar em eficiência no Top 500, com 825 megaflops por Watt. A média da lista é de 248 Mflops/W.

O custo do K Computer é de mais de 100 bilhões de ienes (1,25 bilhões de dólares americanos), e o governo japonês quer usá-lo para trabalhar em modelos matemáticos e simulações que possam ajudar os pesquisadores a entenderem o impacto das mudanças climáticas globais, e prevendo os padrões climáticos. Os pesquisadores também querem usar a supermáquina para aumentar a eficiência de tecnologias voltadas a energia renovável ​​e para proteger as pessoas de desastres naturais, pesquisando maneiras de prevê-los.

Vale lembrar que o K Computer ainda não está operando em sua capacidade total. Em 2012, quando estiver finalizado, o K será capaz de efetuar 10 quadrilhões de cálculos por segundo. O nome “K Computer” é um jogo com a palavra japonesa “kei“, para o número 10 quadrilhões.

Aos curiosos, o sistema operacional do K Computer é Linux.

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Nokia libera código fonte do Symbian ao público

A Nokia publicou a última versão do código-fonte da plataforma Symbian aos seus parceiros de desenvolvimento. A empresa finlandesa tem trabalhado arduamente para converter a maioria dos materiais da Symbian Foundation em um novo framework, e já submeteu praticamente todo o código ao collab.symbian.nokia.com. Os poucos arquivos de códigos restantes, assim como ferramentas e documentos, serão carregados no site nas próximas semanas.

No referido site, você encontrará o código fonte do Symbian, ferramentas de desenvolvimento da plataforma, documentos e vários outros materiais de apoio, valendo lembrar que o código do Symbian é um snapshot da versão mais recente da Nokia. Como já divulgado, a Nokia não oferecerá mais lançamentos oficiais ao Symbian^3 ou Symbian^4, mas entregará a evolução ‘contínua’ da plataforma aos parceiros e clientes. Builds do software não serão entregues, mas ferramentas de desenvolvimento e um SDK através do Forum Nokia serão disponibilizados.

Em novembro do ano passado, a Nokia havia anunciado que iria retomar o controle completo do sistema operacional Symbian. De lá até agora, o código foi transferido da Symbian Foundation, para que possa ser substituído por um modelo aberto e direto da Nokia. A Nokia está mudando para o Windows Phone, mas mesmo assim ela planeja vender pelo menos 150 milhões de smartphones com Symbian, bem como atualizações para a plataforma. Afinal, existem ainda 200 milhões de proprietários de aparelhos Symbian no mundo.

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Samsung: telas translúcidas em janelas

O sistema capitalista é baseado em uma necessidade crescente de aumento da produção. Em todas as áreas, os fabricantes são compelidos a produzir e vender mais. A partir do momento em que todos já tem o produto, o desafio passa a ser vender o mesmo produto várias vezes para cada consumidor.

Veja o caso das telas por exemplo. Poucas décadas atrás, o mais comum era que cada família tivesse uma única em casa: a TV. Pouco tempo depois, as casas passaram a ter uma TV por habitante. Com o tempo, as TVs caíram um pouco em desuso, sendo substituídas por monitores, telas de notebook e assim por diante, o que permitiu que os fabricantes de telas LCD e OLED passassem a vender ainda mais. Muita gente hoje em dia carrega um notebook, um tablet e um smartphone para todo o canto, sem nem contar os outros dispositivos com telas que tem em casa.

Com um novo ponto de saturação se aproximando, os fabricantes passam a desesperadamente tentar colocar no mercado novas tecnologias, tentando convencer a todos de que precisam de uma TV 3D e até mesmo que o vidro da janela, uma tecnologia que tem funcionado bem por vários séculos precisa ser substituído por uma tela translúcida:

Esta tela da Samsung é na verdade um painel LCD instalado entre duas placas de vidro e com um painel touchscreen, que funciona como um monitor transparente, pronto para ser usado em janelas. Um computador integrado (aparentemente rodando o Android) controla o display, oferecendo uma espécie de HUD, com aplicativos e informações. Como um argumento adicional de vendas, a tela pode funcionar como uma persiana, bloqueando a luz.

Inicialmente, o preço será alto, por isso a Samsung não tem muitas esperanças de que as pessoas realmente utilizem estas telas em janelas, por isso as estão anunciando como uma solução para quiosques e vitrines, mas não duvide de que chegará a dia em que as pessoas realmente acreditarão que precisam de uma destas coisas em cada janela da casa…

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TransGaming libera Cedega para a comunidade Linux

janeiro 10, 2011 Deixe um comentário

A TransGaming, empresa responsável pelo Cedega, uma versão modificada e otimizada para jogos do Wine, mas que acabou parando no tempo e espaço pela mudança na licença do Wine, anunciou o desenvolvimento continuado da tecnologia Cedega através do programa “GameTree Developer Program”. Esse reposicionamento da tecnologia, que é a base do “Cedega Gaming Service”, permitirá à comunidade de usuários de Linux terem acesso livre ao sistema de agora em diante, é o que afirma a empresa.

O serviço “Cedega Gaming Service” está se aposentando, e o Cedega como uma tecnologia para a comunidade Linux continuará disponível como um conjunto de ferramentas ativo, através do programa GameTree Developer. O acesso gratuito será oferecido para várias ferramentas de desktop, motores de jogos, dentre outros, com os futuros recursos e atualizações sendo liberados para todos os membros do programa.

Uma versão atualizada das ferramentas baseadas no Cedega serão lançadas no primeiro trimestre deste ano, através do já mencionado GameTree, usando novas credenciais Dev ID. Em suma, desenvolvedores (ou não somente) poderão então se afiliar gratuitamente ao programa, obtendo acesso à tecnologia, incluindo o Cedega em si e o kit de desenvolvimento, e suas respectivas atualizações.

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